Igreja Divino Salvador da Vila Ol�mpia - Padre Barone

Nosso Pároco

Padre Barone,

Família e Vocação: (1946)

Nasceu em Ribeirão Pires, Estado de São Paulo, aos 5 dias do mês de julho de 1946. Filho do casal Ida Lucato Baroni e Carmo Barone (sempre foi chamado Sr. Carmelo).

Foi batizado na Paróquia de São José de Ribeirão Pires aos 18 de agosto de 1946, pelo Padre Antonio Cervini, tendo como padrinhos os tios Irene Lucato e Luiz Barone.

Foi crismado por Dom Antonio Maria Alves de Siqueira que era Bispo Auxiliar de São Paulo, aos 22 de fevereiro de 1948, com menos de dois anos de idade, o que era permitido naquela época. Teve como padrinho, o tio Mário Lucato.

Aos três anos de idade, em 1949, começou a freqüentar o Esternato das Freiras Filhas de São José em Ribeirão Pires, no jardim da infância, com a Madre Ozana.

Fez a primeira comunhão na véspera de São João, aos 23 de junho de 1953, aos 6 anos de idade, com o Padre Fernando Sperzagni, PSSC.

Em sua família, formada por mais de duzentos fiéis durante as últimas sete gerações, todos foram e são católicos.

Entre eles: Giácomo Lucato, bisavô, estudou filosofia e teologia no seminário de Padova.

Frei Pacífico de Itatiba, tio-avô, Frei Capuchinho, ex-superior do convento de Penápolis – SP,

Irmã Verônica Maria da Cruz, irmã do Frei Pacífico, cujo nome de batismo é Clementina Savieto, teve mais de 60 anos de vida religiosa, sendo mais de meio século no Hospital São Vicente em Jundiaí.

Dom Agnelo Rossi, primo da mãe do Pe Barone, foi Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e além disso, entre uma infinidade de títulos, foi Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Ir. Maria AdEle, prima, na comunidade de Salto de Itu, tendo fundado uma comunidade na periferia da cidade de Salto, e é Irmã, Filha de São José.

Giosué Vicente Lucato, avô era tochífero oficial na Paróquia de S. José em Ribeirão Pires, e pertencia a Irmandade dos Adoradores do SSmo. Sacramento.

Carmo Barone, o pai, foi integrante do Coral S Francisco, além de vice-presidente da Irmandade dos Adoradores do SSmo Sacramento.

Ida Lucato, mãe, foi Vicentina, Filha de Maria, pertenceu ao Apostolado da Oração, e também a Coorte de São José, além de ter sido Catequista da Paróquia por mais de quarenta anos.

Denis José, irmão, além de ter sido da Cruzada Eucarística Infantil, foi Congregado Mariano e também Cursilhista.

Ana Maria, irmã, foi da Cruzada, foi Filha de Maria, foi postulante na congregação das Filhas de São José, além de ser soprano e solista do Coral São Francisco.

Neusa Redivo, prima, ativa na a RCC em Tatuí - SP, participava com a mãe do Pe Barone da pastoral carcerária, na diocese de Santo André.

Catarina Redivo, prima, também irmã da Neusa, pertenceu a congregação das Filhas de S José, que teve que abandonar para cuidar da mãe e da irmã, trabalhava também na pastoral carcerária.

Olívia Lucato, tia, sempre costurou para as famílias pobres da Soc. S Vicente de Paulo, além de pertencer a Corte de S. José e ao Apostolado da Oração

Maria José Lucato, tia, é até hoje presidente do Apostolado da Oração na Diocese de Santo André.

Pedro Lucato, tio, trabalhava nos cursilhos de cristandade de Santo André

Marcelo e Nilce Lucato, primos, participantes ativos do movimento Comunhão e Libertação.

Marcel van Proost, primo,foi o padrinho do Pe Barone no 20. Cursilho masculino de Santo André. Em Tatuí - SP fez tamanho trabalho social, que no dia de seu falecimento o Sr. Prefeito do município decretou três dias de luto oficial, embora jamais tenha tido cargo político, nem tampouco ter sido funcionário público.

Desde criança o Pe Barone se dedicava às coisas de Deus, e inclusive foi acólito em sua Paróquia, onde diariamente ia com sua mãe à Missa das 6 horas da manhã, onde seu avô Giosué Vicente Lucato era sempre o primeiro a chegar. Foi coroinha de 1953 até 1958. No inicio , era tão pequenino que nem alcançava o Altar, para transportar o Missal de um lado para o outro, como era praxe nas missas conforme a antiga liturgia que era toda falada em latim. Foi coroinha dos Párocos: Pe. Fernando Sperzagni, Pe. Alcides Zanela e Pe Maximiliano Sanavio, e dos Coadjutores: Pe Ângelo Baggio, que era primo do Cardeal Baggio da Secretaria de Estado do Vaticano, Pe Egidio Batóchio, Pe Oracio Capelari, Pe Reinaldo Scrocaro, Pe Albano Zatti, Pe Aurélio Prevedello, Pe Comercindo dalla Costa, Pe Arturo Sappi, Pe Avelino Magagnin, Pe Natale Ubaldi, Pe Artemino Brugnarotto,e Pe Antonio Servini, que foi quem o batizou.

(1957) - Entrada para o Seminário.

Ao terminar o curso primário no Externato das Irmãs Filhas de São José em Ribeirão Pires, foi fazer seu teste de vocação sacerdotal no Seminário Santo Cura D´Ars, na Freguezia do Ó, no mês de novembro de 1957, junto com o Pároco da Igreja de São Gabriel, o Cônego Rafael Pereta, que também foi aprovado. Ali conheceu entre outros bons sacerdotes, aquele que depois foi Bispo de Osasco, Dom Francisco Manuel Vieira. Era apenas um primeiro teste de vocação.

(1958) - Aparecida do Norte

Uma vez aprovado, o Pároco de Ribeirão Pires, Padre Maximiliano Sanavio, PSSC o enviou para o Seminário Menor Metropolitano da Aparecida do Norte aos dois de fevereiro de 1958. Recorda-se com saudades, da caminhada em fila, vestido de terninho azul marinho, todos os meses do Seminário para a Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, ali participavam da Santa Missa naquela que era ainda a antiga Basílica. A construção da Nova Basílica estava apenas se iniciando, e inclusive numa das visitas às obras ainda apenas do Presbitério caiu um pedaço de madeira na cabeça do Baroninho, do qual ele jamais se esqueceu. Ali mesmo, já desde pequeno, entrou para o Apostolado da Oração.

Suas tenras veias poéticas ali compuseram sua primeira e única poesia:

Na era dos grandes descobrimentos,

Um grande Missionário Lisboeta,

Veio catequizar os nossos índios

Foi o grande Padre Anchieta.

Eu também quero ser um santo Padre,

E muitas missas rezar,

Será o dia mais feliz de minha vida,

Quando subirei os degraus do altar.

O reitor da casa era o Padre José Jair Nascimento do Val, e o Arcebispo responsável pelo seminário naquela época era o Cardeal Dom Carlos Carmelo Vasconcelos Mota, que numa certa ocasião perambulando pelos corredores daquele casarão enorme, cruzou com o ainda menino Baroninho, e lhe perguntou: De onde você vem, meu filho? Ele respondeu: de Ribeirão Pires. Sua Eminência olhou para aquela criança, pura como o lírio do campo e lhe disse: De sua terra vieram todas as pedras da construção da Catedral Metropolitana de São Paulo. Foi justamente de uma pedreira, onde uma vez por mês o Baroninho ia ajudar na missa o padre de Ribeirão Pires que atendia aquela comunidade.

(1959) - São Roque

Já no ano seguinte, a Arquidiocese de São Paulo transferia seus seminaristas menores de Aparecida do Norte, para o Seminário Médio Metropolitano de São Roque, no Ibaté.

O reitor daquela casa era o Padre Constantino Amstalden, um padre bem austero que com disciplina militar, comandava uma casa com nada menos de 213 seminaristas, e para a disciplina tinha o Padre João Bosco Galvão de Camargo, falecido pároco da São Gabriel Arcanjo, aqui ao lado da nossa Paróquia. Ali entrou para a Congregação Mariana, cujo presidente era seu colega Décio Pereira, que posteriormente veio a ser Bispo Diocesano de Santo André, sucedendo Dom Cláudio Hummes.

Ali começou a estudar línguas, inclusive ganhou um premio de latim, com o então professor Pe. Antonio Expedito de Barros Marcondes, que hoje é Canônico da Diocese de Roma. Também aprendeu a trabalhar no teatro, a cantar no coro, e muitas coisas mais, num ambiente sadio, com um clima fantástico, naquela casa situada no meio de um verde super saudável no bairro do Ibaté, em São Roque, diante de uma montanha chamada Saboó. Dizia o Pe Rui Amaral Mello, que o Baroninho era tão fanático pelas suas aulas de francês, que ficava a aula toda de pé, pois sua escrivaninha ficava no canto direito da sala de aula, encostada na parede.

(1960) - Sorocaba

No ano seguinte, em 1960, Dom Jorge Marcos de Oliveira, Bispo de Santo André, transferiu todos os seminaristas de sua Diocese, para o Seminário Menor São Carlos Borromeu em Sorocaba, cujo reitor era o Padre Antonio Maria Mucciollo, que posteriormente iria encabeçar já como Arcebispo de Botucatu, na Rede Vida de Televisão, o INBRAC.

Ali o Baroninho era o solista do Coral, e porisso co-protagonizou na Opereta “ Marco il Piscatore”, cujo pianista daquele conjunto de câmera era o concertista Norberto Bastos, um dos maiores pianistas do Brasil. Depois, cantou na Rádio Cacique de Sorocaba, com o Coral do Seminário e várias vezes na Catedral de Nossa Senhora da Ponte daquela diocese, sendo sempre o solista do coral. Aprendeu muita música, iniciou os estudos de órgão e harmonium, aprendeu muito esporte, natação, línguas, etc. Todavia, por motivos de dúvidas em sua vocação, voltou para casa, em Ribeirão Pires, onde, concluiu o Ginásio.

(1961) - Trabalho na Indústria.


Como operário, começou a trabalhar numa indústria de material eletrônico que se chamava Constanta Eletrotécnica. Ali aprendeu a trabalhar duro, comendo na marmita a comida requentada, trazida de casa, sujando-se de graxa, no meio de tornos, frezas, retíficas, prensas, lixadeiras, enfim no meio de um barulho ensurdecedor, oito horas ou mais por dia, num ambiente tipicamente operário.

(1962) - No coro da Igreja de Ribeirão Pires

Ali mesmo em Ribeirão Pires, continuou como Congregado Mariano. Era organista da Paróquia de São José, onde tocou mais de mil casamentos graciosamente, pois gostava muito da música. Cantava no Coral, e inclusive foi maestro e solista dos tenores da Missa Secunda Pontificalis de Perosi, no Coral S.Francisco, aos apenas 18 anos de idade.

- No grupo Solvay do Brasil.

Dali, enquanto terminava o Ginásio, foi trabalhar numa empresa do Grupo Solvay, chamada Industrias Químicas Eletro Cloro, na mesma multinacional em que trabalhou vinte anos antes, na Polônia, o Santo Padre o Papa João Paulo II, (esse fato futuramente lhe garantiria um autógrafo especial de Sua Santidade). O jovem Barone permaneceria naquela empresa por oito longos anos, até que surgiu uma oportunidade de promoção, porém, na área bancária.

(1963) - Terminou o Ginásio em Ribeirão Pires

Terminou o Ginásio no Col. Estadual Dr. Felício Laurito em primeiro lugar da turma de 1963.

A mudança de ambiente do Seminário, para o comércio e para a indústria, foi crucial na vida do jovem que a partir daí, foi obrigado a conviver com pessoas de todos os níveis sociais, com as mais diversas culturas numa empresa multinacional cuja direção era executada por russos, belgas, franceses, alemães, com chefes italianos, portugueses, espanhóis, etc. De fato, não havia mais aquela redoma em volta do jovem Barone. O ambiente operário não prescinde dos palavrões. Faz parte, tanto os palavrões como também, piadas de todos os níveis.

(1964)

Foi muito bom para ele trabalhar naquela indústria Belga, cujo idioma oficial na época era o Francês, o que ajudou muito o jovem Barone aperfeiçoar tal idioma que futuramente no ingresso da universidade lhe garantiria aquele “dez”, que simplesmente o colocou em segundo lugar no vestibular, sem ter feito o cursinho.

Certa ocasião, na Eletro Cloro, houve um concurso para tocar piano num conjunto de Câmera do Maestro George Kooksin na empresa. O jovem Barone foi aprovado pelo Maestro, que com a autorização da empresa conseguiu com que durante o período da manhã, diariamente, liberado de seu trabalho no escritório, o jovem Barone o auxiliasse nos arranjos da Banda Elclor, O jovem fez a harmonia de inúmeros cantos do folclore Russo, que depois foram magistralmente executados pela Banda, cujas gravações o Padre Barone tem até hoje.

(1965) - Exame da IBM

Foi aí nesse grupo Solvay que o jovem mostrou seu valor, quando houve um concurso para trabalhar com os computadores da IBM que estavam para chegar na empresa. Entre os dois mil funcionários, aos quais foi oferecido fazer um teste feito pela própria IBM, entre todos os que se candidataram, o jovem Barone passou em primeiro lugar.

(1967) - Término do Colegial e mudança para São Paulo.

Foi transferido para São Paulo, onde a empresa do Grupo Solvay foi avalista do apartamento na avenida Paulista, nos anos sessenta e sete, onde foi morar com o outro colega de Ribeirão Pires que também foi aprovado no mesmo exame da IBM.

O Colegial, fez no Colégio Estadual Visconde de Mauá, em Mauá – SP. Foi o primeiro aluno a formar-se naquele colégio, o que lhe garantiu um troféu referente a sua colocação em primeiro lugar da primeira turma de Colegial naquele Município.

(1968) - Entrada na Faculdade

Começou a fazer a Faculdade de Administração de Empresas enquanto também trabalhava no Grupo Solvay em processamento de dados.

(1970)

Após oito longos anos no Grupo Solvay, foi convidado a trabalhar na área bancária, por um dos seus ex-professores de informática na Sistems, o Dr. Emir Nicolau Capez, o qual por sua vez, havia sido convidado pelo Ex-Ministro Dr. Roberto Campos para abrir um centro de processamento de dados para o Investbanco.

(1972) - Término da Faculdade na Escola Superior de Administração de Negócios

Terminou ao Faculdade de Administração de Empresas na Escola Superior de Administração de Negócios, colando grau aos 29 de março de 1973. Em seguida, inscreveu-se para o curso de Informática na Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.

(1973) - Na Fundação Getúlio Vargas.

Após o primeiro dia de aula, um dos professores da Fundação, o Engenheiro formado no Insituto Tecnológico da Aeronáutica, o professor Fontenelle, que profissionalmente já conhecia o jovem Barone, pois haviam trabalhado juntos, ao ver o jovem Barone nas cadeiras de seu curso, levou-o à Diretoria da Fundação e pediu ao Diretor responsável por aquele curso, que re-embolsasse o pagamento já efetuado pelo jovem, uma vez que ele não tinha nada de novo que aprender naquele curso. A Escola o re-embolsou.

Durante esse período bancário, o jovem teve a graça de conhecer os Estados Unidos, a Europa, a Cidade Eterna - Roma, quando recebeu a benção do o Santo Padre, o Papa Paulo VI, além de conhecer vários países da América Latina.

Nesse período de 1965 a 1976, fez nada menos que 38 cursos de informática, deu duas palestras no Banco União Comercial em 1973 e 1975, para todos os engenheiros e analistas de sistemas do Banco, sobre administração de equipamentos e recursos de CPD. Participou de Congressos e Seminários, no Rio de Janeiro, no Hotel Glória, e em São Paulo, no Hilton Hotel, sempre na área de Processamento de dados. Foi Analista de Sistemas e líder de projetos, até o fim de sua carreira de informática no ano de 1976, encerrando-a no Banco Itau, na Sulprocess.

(1975) - Voltando todo para Deus.

Os anos se passaram, mas a vocação do jovem continuava acesa, não obstante ter passado um longo período, trabalhando quinze anos no Comércio e na Industria, contemplando a realidade do mundo de hoje fora dos muros e da redoma que tinham os seminários. Viveu como os jovens de sua época, na megalópolis de São Paulo, não mais na fábrica do grupo Solvay, (naquela época se chamava Elclor – Indústrias Químicas Eletro Cloro) nem tampouco no ambiente da pequena colônia Ítalo-Árabe onde nasceu e viveu os primeiros anos de sua vida em Ribeirão Pires, mas bem no meio da selva de pedras que é São Paulo, na megalópolis onde o Senhor o colocaria futuramente para ser um homem dÊle. Ainda nesse período, chegou a lecionar Administração de Empresas numa das escolas paulopolitanas, sempre morando em um apartamento na cidade de São Paulo. Nessa época percebia um salário mensal equivalente a trinta e três salários mínimos. Nessa ocasião não havia inflação, e isso o permitiu auxiliar seus pais e seus irmãos durante muitos anos.

Foi quando teve a chance de conhecer três bons guias espirituais. Um era Beneditino, Dom Lucas, aquele que fundou o Mosteiro de Ponta Grossa, outro era um Jesuíta americano, Padre Haroldo Rahm, e outro, um Carmelita holandês já falecido, Frei Luciano, sem falar do apoio do Pe Daniel Meehan, OMI, em seu curso “Descoberta”.

(1976) - Entrando na Teologia

Com a orientação deles, foi ter com seu antigo amigo, Dom Francisco Manuel Vieira, que a essas alturas era Bispo Auxiliar na Arquidiocese de S Paulo, e que nos tempos de outrora, em 1959 em S. Roque fora seu ex-professor. Este o aconselhou a procurar o Monsenhor Misiara, também seu ex-professor em Sorocaba, que futuramente seria eleito e sagrado Bispo de Bragança Paulista. Esse o acolheu no Seminário Maior Regional do Ipiranga, onde naquele momento era o Reitor da Casa. Foi uma acolhida de irmão para irmão.

Foi quando o jovem Barone tinha que largar tudo para seguir o Chamado de Deus. Pediu um acordo no Banco Itaú, onde foi seu último emprego, no qual recebia mensalmente os supra-citados trinta e três salários mínimos. Seus patrões foram tão generosos que o seguraram mais uns dias no emprego para que o jovem Barone recebesse mais um doze avos do décimo terceiro salário e mais uma bonificação que era praxe naquela época, por parte da Sulprocess que era a empresa do Grupo Itaú, encarregada pelo processamento de dados.

Tinha dois carros, então, vendeu um e doou o outro que tinha para o violeiro da Igreja de Ribeirão Pires, e voltou naquele momento, para sempre, para o serviço do Senhor. Foi nesse momento que aconteceu a sua decisão definitiva, para não olhar mais para traz. Era o início de sua consagração para a Messe do Senhor. Era finalmente o sonho da criança agora adulta que despontava, para ser realidade para sempre. Realidade eterna, para sempre com Deus, o sonho de todos aqueles que são apaixonados pelo Senhor, não obstante os chamem de loucos, de excêntricos, ou de qualquer coisa que possa humilhar o ser humano no mundo das vaidades.

Certa ocasião, o já teólogo Barone recebeu a visita de um ex-companheiro do grupo Solvay. Foram juntos dar um passeio no Ipiranga. Ao verem uma Igreja bonita, entraram e o Barone viu um enorme órgão de tubos no coro da igreja. Subiram as escadarias e o Barone começou a tocar o Órgão que sempre foi uma de suas paixões. Eis senão quando, surge uma pessoa daquela igreja, responsável pelo órgão, falando uma série de impropérios contra o recém-chegado no âmbito eclesiástico, Barone. Humilhou tanto o jovem Barone, que o ex-companheiro lhe disse: Barone?!!! Como é que uma pessoa como você, que sempre foi tão respeitada por todos nós em nosso ambiente de trabalho, se dispõe a trabalhar numa igreja que o trata dessa maneira?. Ele respondeu: Nelson, assim como isso poderia ser um motivo para chutar o páu-da-barraca, é um motivo a mais para que eu fique nesta Igreja. Ela é Santa, mas também pecadora, justamente por ser composta por seres humanos.

Segundo o Pe. Barone, os anos de Seminário Maior, na Teologia e Filosofia, foram os anos mais felizes de sua vida. Foram o prenúncio de uma vida feliz consagrada exclusivamente ao Senhor. As amarras do passado o seguraram muito, mais aos poucos com a Graça de Deus, foram se desfazendo. O Senhor olha com carinho especial e acompanha sempre aqueles que se consagram ao seu serviço.

(1977) - A vida no Seminário Maior

No Seminário Maior, o Barone sempre foi quem animava as liturgias com os órgãos e com o piano que haviam na casa. O grande órgão de tubos que tem na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção no Ipiranga, o Barone re-inaugurou com um concerto de Natal em 1977 ou 1978, com a presença de todo o Instituto Padre Chico. Era um órgão que foi inaugurado em 1942 no Congresso Eucarístico de São Paulo na praça da Sé. Um de seus hobbies desde os tempos anteriores ao Seminário foi a fotografia. O Barone fotografou as ordenações diaconais e sacerdotais de quase todos os seus companheiros. Naquela época, a fotografia não era como hoje, com as máquinas digitais. O Barone tinha antes de ingressar no Seminário Maior, um senhor laboratório fotográfico, do qual se desfez para sempre, ficando apenas com a máquina fotográfica.

Quem o apoiou muito inicialmente nessa época, foram as Irmãs: Maria AdEle, sua prima freira em Salto de Itu - SP, que era Filha de São José, do Mons. Carbuloto e a Irmã Vanira Varassin, de Jesus Cruxificado, de Campinas, uma santinha que faleceu muito nova, aos 42 anos, num acidente, quando trabalhava com o Pe Haroldo Rahm na RCC. Dom Lucas, OSB porém foi sempre o seu diretor Espiritual, o depositário numero um de suas confidências, que sempre o acompanhou antes e até depois de sua Ordenação Sacerdotal.

Uma vez que tinha recebido uma bolada boa de dinheiro na indenização do banco, o Barone sempre foi quem financiava a compra dos livros para os colegas, obtendo para eles sempre um ótimo preço, pois comprava em grande quantidade, sem auferir nenhum lucro. Era quem sempre dirigia a Kombi do Seminário, estando assim sempre disponível para a comunidade.

Aqueles anos no Seminário Maior passaram como um piscar de olhos. Na Pastoral dos fins de Semana, o Barone junto com o Seminarista Albino Schwengber, iam para a Paróquia do Embu – SP, ajudar o Padre Luis Antonio na Região de Dom Mauro Morelli, porém no Bairro da Ressaca, distante uns seis kilômetros de estrada de terra da sede da Paróquia.

(1978) - Ordenações Sacerdotais.

O seminarista, Barone , recebeu os Ministérios de Acólito e Leitor, equivalente ao Sub-Diaconato, no domingo 17 de julho de 1978, por Dom Mauro Morelli, e posteriormente, no dia 30 de julho à noite, juntamente com o seminarista Albino Schwemgber, recebeu a Sagrada Ordem do Diaconato naquela Igreja do Embu das Artes, com a imposição das mãos do mesmo Dom Mauro Morelli.

Antes ainda de ser ordenado Padre, logo após o Diaconato, o Sr. Bispo deu ao Diácono Barone, a provisão para trabalhar na comunidade que hoje é a Paróquia do Cristo Rei, no Jabaquara.

A Comunidade que ainda não era Paróquia, tinha apenas um salão subterrâneo sobre o qual seria futuramente erguida a Igreja de Cristo Rei.

Ao terminar o Curso de Teologia, foi ordenado Presbítero na sua cidade natal, Ribeirão Pires – SP, com a Imposição das mãos de Dom Paulo Evaristo Arns, então Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo, na cerimônia que teve início as 17 horas do domingo 17 de dezembro de 1978. O saudoso Coral São Francisco lá estava, não lá no coro da Igreja, mas no meio do povo como foi o desejo do Diácono Barone, cantando com o povo.

(1979) - Reitor da Teologia.

Após a Ordenação Sacerdotal, o Cardeal de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns e o Bispo Auxiliar na Região de Santo Amaro, Dom Mauro Morelli o nomearam para ser o Reitor do Teologado (Casa de Teologia) Dom José Gaspar, que acolhia todos os Seminaristas da Teologia da Diocese de Santos, da Região Sé, e das (hoje) Dioceses de Santo Amaro, e de Campo Limpo, ao mesmo tempo em que lhe deram provisões para trabalhar na Paróquia de São Benedito e Nossa Senhora de Fátima na Cidade Leonor, e na Comunidade supra citada, do Cristo Rei, no Jabaquara.

Após dois anos na Comunidade de Cristo Rei, aos 18 de março de 1980, o Pe Barone inaugurava a Igreja de Cristo Rei, na Rua Mário Mourão, que englobava os bairros do Jardim Aeroporto e do Parque Jabaquara. Foi um período de um trabalho duro, na construção e no cumprimento com os custos financeiros do contrato com a empresa construtora, cujo avalista responsável número um pelos pagamentos era o Pe Barone. Essa obra teve a colaboração de todos os membros da comunidade e também do Pe Simão Bento da Diocese de Santo Amaro.

O Teologado estava situado na antiga casa de férias do antigo Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar, dentro do (hoje) Colégio Santa Maria. Pe. Barone contava com o apoio de três Sacerdotes, que eram o Monsenhor Waldemar Conceição como Diretor Espiritual, Monsenhor Edison Giavone da Diocese de Santo Amaro e do Padre Luciano Gontijo, que hoje trabalha na Cidade de Arcos em Minas Gerais, após um longo período de trabalho e estudos nos Estados Unidos. Dom Mauro Morelli sempre participou da vida da casa, chegando a ponto de ali montar a Cúria de Santo Amaro.

(1980) - Término da Construção da Igreja do Jabaquara e do Jardim Aeroporto.

Simultaneamente o Pe Barone fazia o curso de pós-graduação na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção.

Eis senão quando o Pe Barone resolveu se aprofundar um pouco mais nos estudos, partindo para uma especialização em Moral Social, que era o assunto do momento, devido a situação incandescente que vivíamos na época.

A primeira opção que lhe surgiu no momento foi ir para a Universidade de Lovaina, na Bélgica, que era a Universidade das mais conhecidas no mundo. Procurou desta feita pelo Padre Oscar Beozzo afim de ter informações a respeito da tal Universidade, uma vez que o Padre Beozzo anteriormente lá tinha estudado. Padre Beozzo lhe disse que a grandeza da Universidade de Lovaina tinha se acabado, ou melhor dizendo, Lovaina já não era mais aquela famosa Universidade. Os grandes professores haviam abandonado aquela escola devido a rivalidade entre Flamengos e Valões que não obstante serem povos da mesma nação Belga, são infelizmente povos historicamente inimigos, a ponto de terem criado uma nova Lovaina (a nova) na cidade de Otigni, perto de Bruxelas, essa para os valões, ficando a antiga para os flamengos. Nenhuma das duas hoje, se equipara a antiga e famosa "Lovaina" que durou até os anos sessenta.

Em seguida o Pe Barone procurou o Padre Beni, (hoje, Dom Beni, bispo auxiliar na Lapa), que então era o Digníssimo Reitor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, que fora seu professor durante a graduação em Teologia, justamente entre outras disciplinas, aquela de Moral, na qual ele era doutorado.

O Padre Beni fez uma carta para Sua Eminência, o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, apresentando o Pe Barone para fazer o Mestrado, para futuramente fazer parte do corpo doscente da Faculdade de Teologia, para colaborar na formação dos futuros presbíteros da Arquidiocese de São Paulo.

Dom Paulo, chamou o Pe Barone e o encaminhou para um diálogo mais aprofundado com o Frei Gilberto Gorgulho, OP, no Convento dos Dominicanos nas Perdizes. A conversa durou mais de quatro horas.

Com a conclusão dessa conversa, Dom Paulo surpreenderia alguns dias após o Pe Barone, determinando que se preparasse para ir para Israel, afim de lá na Cidade de Jerusalem, iniciar os estudos bíblicos, hospedando-se na casa dos Padres do Sion, no Mosteiro Ratisbone da cidade Santa. Determinou sua Eminencia, que após estudar o Hebraico nas escolas Judaicas, e também o Grego, com os Frades Franciscanos, iria para Roma afim de fazer o Mestrado em Sagrada Escritura. Isso foi por volta de maio e junho de 1980, quando acabava de falecer o pai do Pe Barone.

Uma vez, terminada a construção da Igreja do Cristo Rei, (Hoje, Paróquia do Cristo Rei, pertencente a Diocese de Santo Amaro), que foi inaugurada no dia 18 de março de 1980, nos bairros do Jardim Aeroporto e Parque Jabaquara, o Pe Barone por conta da Arquidiocese de São Paulo, e de uma associação católica alemã, chamada Adveniat, partiu para os estudos na Terra Santa.

(1980) A - Estudos em Israel.

Começou então, o estudo de línguas Bíblicas, tendo freqüentado o Ulpan em Jerusalém, que é uma escola Hebraica, não católica, mas bancada pelo governo de Israel. Participou do curso por três meses, numa classe de 16 alunos de 11 nacionalidades diferentes. O estudo do grego que iria iniciar com os Frades Franciscanos, ficou procrastinado, para ser feito em Roma.

(1980) B - Estudos em Roma

Após esses tres meses, foi para Roma. Lá, ingressou no Pontifício Instituto Bíblico, onde foi aprovado nas línguas: latim, italiano, francês e inglês, que eram obrigatórias para os estudantes do mestrado em Ciências Bíblicas. Estudou Hermenêutica Bíblica com o professor Alonso Schekel, SJ e as línguas bíblicas em vários estágios, também naquele Instituto. Pe Barone era o único sacerdote diocesano do Brasil que estava ingressando no Instituto Bíblico naquele primeiro exercício de 1980-1981, devido justamente à dificuldade para poder ingressar naquele instituto que exigia o conhecimento dos idiomas supra citados.

O curso de Ciências Bíblicas estava muito voltado para a Filologia, e também muito teórico.

Em vista disso, ouvindo o conselho dos seus ex-professores, tanto do Padre Domingos Zamagna, OP, como da Profa. Ana Flora Anderson, o Pe Barone, amante apaixonado que sempre foi pelas Sagradas Escrituras, preferiu fazer o Mestrado em Teologia Bíblica, ao invés de Ciências Bíblicas, que para ele e para nós seria mais importante.

Naquela época, o Cardeal responsável pela Propaganda Fide, era o Ex-Arcebispo de São Paulo, Dom Agnelo Rossi, que conforme citamos acima, era primo de segundo grau do Pe Barone. Uma vez que o Cardeal Rossi era conseqüentemente o Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Urbaniana, não houve dificuldade para que o Pe Barone conseguisse uma bolsa de estudos naquele Ateneu. Isso tudo foi, em virtude do baixo valor da nossa moeda, o que encarecia muito o custo do curso para nós brasileiros, tornando-o muito caro, e economicamente inviável..

(1981) A - Estudos do Mestrado em Exegese Bíblica

Foi nessa Universidade Pontifícia que o Pe Barone fez o restante dos estudos bíblicos, cumprindo a ordem de Sua Eminência, Dom Paulo Evaristo Arns, na ocasião que o enviou para a Europa.

Junto com o Padre Barone, foram na mesma época, os Cônegos Hélio e Aparecido que trabalha no Jornal “O São Paulo”. Cônego Hélio foi estudar espiritualidade, enquanto o Cônego Aparecido foi estudar Jornalismo, tendo defendido a tese sobre a censura que havia no Jornal Arquidiocesano.

Nos meses de julho, agosto e setembro, a cidade de Roma é muito quente, e é justamente nessa época, a alta estação para turismo, etc. A cidade é muito cara, e porisso os estudantes costumam trabalhar fora, para inclusive poderem custear seus estudos.

(1981) B - Trabalho na Inglaterra.

Pe. Barone no primeiro verão que lá passou, foi trabalhar na Inglaterra como capelão de um convento, na cidade de Lingfield. Era um convento e também um colégio católico internato de meninas, cujos pais na grande parte eram embaixadores de outros paízes que trabalhavam em Londres. Ali o Padre Barone celebrava diariamente a Eucaristia para as Irmãs do Colégio, que eram dezessete, e eventualmente quando convidado, o fazia também para as alunas do Colégio. A Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, Irmã Helena, foi quem conseguiu esse trabalho para o Pe Barone através de sua congregação, as Irmãs Escolares de Nossa Senhora.

(1982) - Trabalho na Alemanha.

Já no ano seguinte, tendo em vista que os Seminaristas de Roma iriam trabalhar na Alemanha para poderem pagar seus estudos, o Pe Barone os acompanhou, trabalhando na cidade de Sindelfingen, na Daimler Benz, onde recordou seus tempos de Constanta Eletrotécnica no Brasil. Uma família alemã muito católica da cidade de Boblingen acolheu o Pe Barone, a Família dos Ziebolds. Diariamente o Pe Barone ia e voltava de bicicleta da cidade dos Ziebolds para a fábrica. Eram alguns quilômetros de bicicleta dos Ziebolds, até a Daimler Benz na cidade vizinha, de Sindelfingen.

(1983) - Defesa da Tese com a Exegese do Texto de São Marcos.

Conseguiu o título de Mestre em Teologia Bíblica, tendo defendido a tese de mestrado com “Suma cum Laude”, que é a nota máxima nos Ateneus Romanos. A Tese teve como título:”A vocação dos primeiros discípulos no Evangelho de São Marcos”. A defesa foi no dia 15 de maio de 1983, diante de três doutores em Sagrada Escritura, com as bênçãos do Santo Padre o Papa João Paulo II, pois a tese foi a tarde, e pela manhã, coincidentemente Dom Celso Queiroz na audiência com o Santo Padre, por conta da CNBB, levou junto o Pe Barone, que então recebeu as bênçãos de Sua Santidade. O Pe Barone naquela época era o único Sacerdote da Arquidiocese de São Paulo que estava estudando em Roma.

(1983) B - Volta para o Brasil.

Uma vez terminada a Tese, o Pe Barone voltou para o Brasil. Chegou no final de junho de 1983. Foram três anos consecutivos diretos na Europa, sem nunca ter vindo para o Brasil, dada a dificuldade em ter recursos para comprar a passagem aérea. Imaginem as saudades e a dor de coração, de ter ido para Roma, quando mal o papai do Padre havia partido para a casa do Pai, ao mesmo tempo deixando a sra. mãe, Dona Ida num momento difícil.

 (1983) C - Chegada na Vila Olímpia. 

Por volta de julho de 1983, o Padre Barone já veio conhecer a Paróquia da Vila Olímpia. Começou a trabalhar aqui aos 22 de agosto, e Dom Paulo deu a posse da Paróquia por tempo indeterminado no dia 3 de Setembro daquele ano.

(1984) - Magistério na Faculdade de Teologia

Neste ano, o Padre Barone iniciou no magistério de Sagrada Escritura, primeiro na Faculdade de Teologia de Moema, substituindo o hoje Bispo, Dom João Evangelista Martins Terra, dando aulas de introdução à Sagrada Escritura. Em seguida começou a lecionar na Faculdade de Teologia de Nossa Senhora da Assunção, no campus do Carmo, lecionando as Cartas de São Paulo. Dizem que o bom professor é aquele cujos alunos o superam. Em vista disso, o Padre se orgulha muito, por ter tido naquela escola de Teologia, duas grandes alunas conhecidas em todo o Brasil, sendo uma a Ir. Penha Carpanedo, brilhante liturgista, que é , tendo escrito muitos livros atualíssimos e importantíssimos na área de Liturgia, é Irmã Paulina, e a outra é a Ruth Maria, que trabalha na liderança da coordenação da Pastoral da Arquidiocese de São Paulo.

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